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Em 1879, o americano Tomas Edson inventou a lâmpada. Depois, fazendo experiências com a conversão de corrente elétrica em luz, ele criou algo incrivelmente parecido: o cinescópio. Este nada mais é do que o tão conhecido tubo de imagem (CRT). Esse invento fez então surgir o monitor de TV.

Muitos me perguntam quem veio primeiro: a câmera ou o monitor? A câmera surgiu após a descoberta da célula fotoelétrica (conversão de luz em corrente elétrica), em 1921, por Einstein.  Não há dúvida: o monitor de TV veio primeiro.

Desde então, com a evolução dos processos de fabricação e novos inventos, as câmeras evoluíram para a tecnologia CCD; e as câmeras de tubos deixaram de ser fabricadas. No caso dos monitores/televisores a evolução fez surgir, até o momento, mais quatro tipos de tecnologias para telas de vídeo – LCD, plasma, LED TV e OLED.

Curiosamente, os cinco tipos convivem ainda no mercado. Atualmente é possível comprar qualquer um deles – de grandes e conceituados fabricantes. Por isso, obviamente, o consumidor está sempre se perguntando: qual a melhor opção do momento?
 
A seguir apresentamos um quadro comparativo entre as tecnologias disponíveis. O que comprar? “Você decide”.

TV LCD (divulgação)
 
Tecnologia, evolução, construção
LCD – (Liquid Crystal Display) – é uma tecnologia onde a tela funciona como um anteparo que controla a passagem da luz, para formar a imagem. No TV de LCD, existe uma iluminação traseira (back light) atrás da tela de cristal liquido, feita por uma lâmpada tipo fluorescente.

TV LCD

Conforme o controle eletrônico (corrente elétrica) os pontos brilham ou não, ou seja, a imagem é formada pela permissividade ou não de passagem da luz emitida por trás. Sem corrente elétrica, o cristal liquido é transparente. Na presença da corrente, ele se torna opaco. 

Vantagens
- Baixo consumo de energia
- Melhor eficiência comparando-se com os antigos televisores de tubos (CRT)
- Menor desgaste da tela (Display)
- Custo de manutenção menor do que os de plasma e CRT
- Melhor geometria, Tela fina e leve 

Desvantagens
- Baixa resolução principalmente em vídeo composto analógico (TV a cabo)
- Ângulo de visão reduzido
- Iluminação mínima constante das partes pretas, reduzindo o contraste
- Falta de uniformidade da luz traseira provocando deformação da imagem

LEIA TAMBÉM: Saiba como escolher uma TV LCD 

Plasma (divulgação)

PLASMA 

Tecnologia, evolução, construção
Tela formada por células com gás em seu interior, montadas entre duas partes de vidro, que emitem ondas eletromagnéticas quando excitadas pela corrente elétrica. O gás então ionizado pela presença da corrente elétrica se transforma em plasma, emitindo luz.
O brilho da tela é reforçado pela presença de uma camada de fósforos que brilham, excitados pelo plasma.
 
Vantagens
- Emissão de luz pelas células da tela, proporcionando melhor brilho, contraste e resolução
- Cenas escuras, com corte de luz
- Melhor ângulo de visão
- Melhor uniformidade da luz em todas as partes da tela

Desvantagens
- Maior índice de desgaste e defeito, devido às fontes para excitar as células
- Maior emissão eletromagnética – luz ultra-violeta
- Aparelho com maior profundidade e mais pesado
- Dificuldade de montagem de telas menores do que 40”

Led TV (divulgação)

TV LCD de LED (Led TV)

Tecnologia, evolução, construção
É o mesmo TV de LCD, com uma modificação importante: a iluminação traseira, que no LCD convencional é feita por lâmpadas; no TV com LED, é feita por um painel de diodos emissores de luz, montado atrás do display de cristal Liquido. A tela é a mesma do TV LCD. 

Vantagens
- Permanece com Baixo consumo de energia
- Maior uniformidade da luz traseira
- Melhor resolução em vídeo componente e HDMI
- Profundidade ainda mais reduzida – os Leds ocupam menor espaço do que as lâmpadas (back light)

Desvantagem
- Também apresenta baixa resolução em vídeo composto analógico
- Como é uma tecnologia nova, o custo ainda está muito alto

Oled TV (divulgação)

OLED (Organic Light-emitting diodo)

Tecnologia, evolução, construção
Tela feita por polímeros, com material tipo orgânico, com emissão de luz própria. Pode-se fazer uma analogia com o vaga-lume, cujo estudo deu vida a essa tecnologia. Sistema ainda adotado somente pela Sony.
 
Vantagens
- Emissão e corte de luz pelas próprias células da tela. Não necessita de backlight adicional
- Melhor brilho e contraste
- Melhor ângulo de visão
- Tela fina e flexível        
- Maior resolução
- Baixíssimo consumo 

Desvantagens
- Custo ainda muito alto.
- As telas ainda são reduzidas, não chegando a 40”.
- A durabilidade da tela ainda é baixa e depende da evolução dos processos de fabricação

TV-de-tubo (divulgação)

TV de tubo (CRT- Cathode Ray Tube)
O tubo de imagem é uma montagem em um bulbo de vidro a vácuo, de três eletrodos (catodos) que aquecidos pela corrente elétrica  emitem elétrons que são acelerados em direção a uma tela de fósforos. É necessário circuitos de alta tensão para fazer os elétrons chegarem até a tela, depois de passarem por uma máscara de convergência que corta a maior parte do feixe. A convergência significa assegurar que o feixe do canal verde atinja somente os fósforos verdes, e a mesma coisa para os feixes vermelho e azul.

Vantagens
- Emissão de luz na própria tela de fósforos
- Alto brilho e contraste
- Boa resolução
- Excelente ângulo de visão
- Baixo custo atual dos televisores maiores 

Desvantagem
- Geometria – ocupam muito espaço
- Emissão eletromagnética
- Erros de convergência nos cantos da tela
- Desgaste dos catodos provocando variações nas cores e baixa vida útil do cinescópio.
- Maior consumo de energia

Por Willian Nunes
Engenharia
TV Globo

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Existe, naturalmente, muita dúvida sobre a cobertura do sinal digital, tanto de alta definição como para dispositivos móveis (1-SEG). Essa dúvida se resume em uma pergunta simples: em determinado local, minha casa, sala, quarto, escritório, na minha rua, no elevador, etc, posso receber o sinal digital? A melhor maneira de saber é tentando. Temos recebido, pelo nosso CAT (Central de Atendimento ao Telespectador), perguntas como essa.

Diferentemente do sinal de TV analógico, onde mesmo com ruído ou fantasmas, é muito comum existir alguma informação de áudio e vídeo, no digital normalmente ou se tem um sinal perfeito ou não temos nada.

As emissoras de uma maneira geral devem, com o passar do tempo, ir melhorando a cobertura do sinal com repetidoras, chamadas de Gap Fillers, para cobrir regiões de sombra ou onde o sinal é mais fraco. Felizmente, esta tecnologia permite este tipo de ação. Por exemplo, será possível termos este retransmissor em locais como shoppings, para que as pessoas ali presentes possam assistir à sua programação predileta e de forma gratuita em seus celulares, TVs portáteis e notebooks.

Devemos também sempre lembrar o que fazemos com o sinal analógico quando nossa recepção não é boa. Usamos uma antena de maior ganho. Procuramos posições diferentes para as antenas internas e externas, onde o sinal possa ser melhor recebido. Eventualmente, precisaremos trocar de lugar no restaurante, para podermos comer e ver TV no celular ao mesmo tempo.

Por Edson Siquara

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Arquivado em: Mobilidade — Tags:, , , 03/07/2008 - 3:52

Em Belo Horizonte o sinal digital 1-Seg, das TVs abertas, já é uma realidade! Na região metropolitana, a mobilidade do sinal digital vai criar novos hábitos no transporte público.

O laboratório de RF (Rádio Freqüência) da TV Globo Minas, por exemplo, está desenvolvendo kits (antenas e monitores) que serão instalados em ônibus, no metrô, em táxis e trens. As viagens vão ter mais informação e entretenimento, ao vivo, com o serviço de vídeo e áudio das TVs abertas e gratuitas. Os passageiros vão ver as novelas e telejornais da Globo, em qualquer lugar e em tempo real.

Nos próximos anos, serão oferecidos também conteúdos de vídeo de outras operadoras, como as empresas de celular, usando 3G, acesso via WiMax e outras tecnologias, e até mesmo satélite. Estamos pensando sempre em criar novas aplicações para a mobilidade. Você tem alguma idéia? Mande pra gente.

Por Edson Siquara