Encontre aqui tudo o que você quer saber sobre a TV digital

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É verdade que a TV Digital é uma grande novidade para nós, Telespectadores e Broadcasters, e se difere em muito com a TV Analógica. Não somente por ser digital ou pelo aspecto de tela. Mas também, na forma de analisarmos a qualidade do sinal transmitido e a recepção nas residências.

Desde a implantação da TV digital em BH, estamos realizando medições em campo para testarmos a confiabilidade, a qualidade e a robustez do sinal recebido nas residências dos telespectadores. Estas medições podem ser definidas como:Carro para testes outdor da Globo Minas

Medida Outdoor
Demarcamos a cidade de BH em 124 pontos de medição espanados, de aproximadamente quatro quilômetros, onde nos deslocamos com uma unidade móvel. Ela é equipada com um mastro pneumático de 10 metros, uma antena de recepção UHF externa, desta que se coloca nos telhados, e todo instrumental necessário para realizar a medição.

Esta medição tenta simular uma recepção em uma casa de dois andares com antena externa.

Medida Indoor  Globo Minas realizandio testes indor
Agendamos 70 visitas em residências de telespectadores. Realizamos os mesmos testes das medidas Outdoor, mas nesse caso, utilizamos uma antena interna comum.

Esta medição visa estabelecer quanto robusto o sinal digital é dentro das residências.

Medida Móvel
Equipamos um veículo de passeio comum com um sistema que possibilita a medição, em movimento e em tempo real, do sinal de One-Seg. Saímos pelas ruas e avenidas de BH coletando estes dados. Simulamos possíveis recepções, como no interior de ônibus e em automóveis. Mapeamos a cidade levando em conta a qualidade da cobertura.

Esta ainda não foi concluída, pois nossa meta é cobrir o máximo de vias urbanas da cidade.

Podemos tirar algumas conclusões:

• Não encontramos nenhuma situação com antena externa que não obtivemos sinal de TV digital em BH.
• Em alguns casos o apontamento da antena externa é determinante.
• A recepção com antena interna se mostrou robusta na maioria das residências, mas a qualidade da antena foi determinante neste resultado.
• Temos 95% das vias urbanas cobertas com o Sinal One-Seg.

Por Clayton Bonfim

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Você que investiu em uma televisão widescreen deve estar perguntando: gastei uma grana preta para comprar minha TV e quando vou desfrutá-la, algumas programações que recebo vêm com aquelas tarjas pretas nas laterais. Nós, Técnicos/Engenheiros, a chamamos de pilar box.

Para você entender o motivo da inserção da faixa lateral, vamos tentar mostrar como o sinal é captado.

Antes de instalar o sistema de transmissão digital, você recebia seu sinal analógico da TV Globo em uma TV no formato 4×3. Se tivesse uma TV 16×9 você recebia uma imagem esticada, caso a configuração do aparelho estivesse em tela cheia.

A maioria das câmeras da empresa continua a trabalhar no formato 4×3, captado por câmeras SD (Standard Definition). Com o advento da transmissão digital, a empresa precisará investir em câmeras HD.

Por exemplo, a novela das 20h é toda captada em HD, ou seja, todas as câmeras foram adquiridas para que pudéssemos transmitir o sinal HD (High Definition).

No Jornal Nacional a câmera é modelo antigo (SD). Então, neste caso, são inseridas as faixas laterais, para preencher a tela de 16×9, mas o sinal recebido no conversor é digital.

Outras programações da TV Globo são realizadas com câmera HD (O Terra de Minas, A grande família, os filmes da Tela Quente, os jogos transmitidos por SP, as corridas de Fórmula 1 e etc). Você deve ter percebido que durante os comerciais, a faixa preta também é inserida. As agências de publicidade também terão que investir em câmeras HD.

Você não precisa ficar preocupado, pois em um cenário de tecnologia nova, grandes investimentos precisam ser feitos pelas empresas de TV. O próximo passo, será atualizar o parque de câmeras da TV Globo.

Para o ano de 2009, devemos aumentar a grade de programação em HD. Vamos utilizar mais câmeras HD, e assim sucessivamente até termos toda a programação em alta definição, 16×9, sem a utilização das faixas laterais.

Por Marcos Álvares